O NNormal Cadí pesa 270 g e custa R$ 1.199 na loja oficial da marca no Brasil. O Hoka Speedgoat 7 pesa 275 g e é encontrado por cerca de R$ 1.399 em revendedores nacionais. Os dois usam solado Vibram Megagrip e entressola em espuma supercrítica. Mas nascem para trilhas diferentes, e essa diferença é o que decide a compra.
Este review é baseado em análise de especificações técnicas, relatos de corredores e fontes especializadas internacionais (iRunFar, RoadTrailRun, CleverHiker, Adventure Alan). Não testamos estes produtos fisicamente. Quando isso mudar, atualizamos o artigo.
Qual a diferença entre o NNormal Cadí e o Hoka Speedgoat 7?
O Cadí é o tênis mais acessível da Nnormal até hoje, pensado para trilha suave a ondulada e treino de longa duração sem castigar o pé. O Speedgoat 7 é a sétima geração de um tênis batizado em homenagem a Karl “Speedgoat” Meltzer, recordista de vitórias em provas de 100 milhas, construído para terreno técnico e ultras exigentes. Um prioriza conforto. O outro prioriza controle.
Ficha técnica: NNormal Cadí vs Hoka Speedgoat 7 lado a lado?
| Especificação | Nnormal Cadí | Hoka Speedgoat 7 |
|---|---|---|
| Peso | 270 g | 275 g |
| Stack (calcanhar/antepé) | 35 mm / 29 mm | 37 mm / 32 mm |
| Drop | 6 mm | 5 mm |
| Lug | 4 mm | 5 mm |
| Solado | Vibram Megagrip | Vibram Megagrip com Traction Lug |
| Entressola | Espuma supercrítica EExpure | EVA supercrítico (SCF) |
| Toebox | Largo | Estreito |
| Preço no Brasil | R$ 1.199,00 | R$ 1.399,90 |
| Indicado para | Trilha moderada, treino longo | Trilha técnica, ultras |
O drop (diferença de altura entre calcanhar e antepé do tênis) dos dois fica na faixa considerada intermediária. Mas o stack (altura total da entressola) do Speedgoat 7 é 2 mm maior no calcanhar, e isso conversa direto com o lug (a profundidade das travas do solado): mais agressivo no Hoka, mais discreto no Nnormal.
Onde o Nnormal Cadí funciona bem, e onde não funciona?

O Cadí resolve o problema que a NNormal ainda não tinha resolvido: um tênis confortável o bastante para virar a opção do dia a dia. A plataforma é larga (120 mm no antepé, contra 95 mm no calcanhar), o que dá estabilidade em terreno irregular sem exigir técnica apurada. O cabedal em tecido Sincetech se adapta ao pé rápido, e é o primeiro modelo da marca com forma específica para pé feminino, não só uma versão menor do masculino.




Funciona bem em: trilha de terra batida, subida e descida suaves, treino longo em ritmo de conversa, uso híbrido entre estrada e montanha.
Onde não funciona: o lug de 4 mm é raso para lama pesada ou pedra molhada muito técnica. E o peso de 270 g é alto para o stack que entrega, o que revisores internacionais apontam como a maior chance de melhoria da próxima versão. Se o seu treino é rocha exposta e trecho rápido, o Cadí não é a ferramenta certa.
Onde o Hoka Speedgoat 7 funciona bem, e onde não funciona?

O Speedgoat carrega quase uma década de reputação em ultras porque entrega proteção sem abrir mão de aderência. A nova espuma supercrítica corrigiu a queixa da geração anterior (a sexta versão era considerada mole demais para terreno técnico) e devolveu resposta mais viva ao pisar. O solado com lug de 5 mm segura bem em rocha molhada e lama, e o encaixe no calcanhar ficou mais preciso nesta versão.

Funciona bem em: trilha técnica com raiz e pedra, ultras de longa duração, descida rápida que exige tração confiável, dias de treino em terreno instável.
Onde não funciona: o toebox é estreito e aperta quem tem pé largo, a ponto de a própria marca oferecer versão wide. O stack de 37 mm reduz a sensação de contato com o chão, o que compromete um pouco a leitura fina do terreno em trechos técnicos de precisão. E o tênis calça pequeno: a recomendação recorrente entre testadores é subir meio número.
NNormal Cadí e Hoka Speedgoat 7: o que os dois têm em comum?
Antes de decidir, vale ver onde os dois se encontram. As semelhanças mostram que ambos vêm da mesma geração de tecnologia, mesmo com propostas opostas.
- Solado Vibram Megagrip, a borracha de referência do mercado em aderência
- Entressola em espuma supercrítica, tecnologia que reduz peso sem perder amortecimento
- Categoria max-cushion, com stack acima de 30 mm no calcanhar
- Uso versátil em terreno misto, do trecho de terra ao fire road
- Faixa de preço parecida no Brasil, dentro de R$ 200 de diferença
- Público declarado como “todos os níveis” pelas duas marcas
Qual tênis escolher: Cadí ou Speedgoat 7?
Para o corredor de asfalto migrando para a trilha: o Cadí. O toebox largo e o amortecimento generoso reduzem o choque da adaptação, sem exigir precisão técnica que quem está começando ainda não tem.
Para quem já fez a primeira prova de trilha e está evoluindo: depende do terreno da sua região. Trilha rolante e parque urbano, Cadí. Trilha de montanha com pedra e raiz, Speedgoat 7.
Para o corredor experiente com ultra no calendário: Speedgoat 7. Ponto. É o tênis que mais gente testou em prova de 100 milhas, e isso pesa quando o pé está inchado no km 80.
Leia também:
O que é o NNormal Cadí?
Hoka Speedgoat 7: review do tênis de trail running que voltou às origens
Perguntas frequentes
O NNormal Cadí serve para trilha técnica?
Funciona em terreno misto e moderado. Em rocha exposta ou lama pesada, o lug de 4 mm perde para opções com solado mais agressivo, como o próprio Speedgoat 7.
O Hoka Speedgoat 7 corre pequeno?
Sim. A recomendação mais comum entre quem testou o modelo é comprar meio número acima do habitual, principalmente para descidas longas.
Qual dos dois tem toebox mais largo?
O Cadí. É construído sobre um last mais espaçoso, enquanto o Speedgoat mantém a linha estreita que sempre marcou a família.
Vale a pena ter os dois na gaveta?
Para quem varia muito de terreno, sim. Cadí para trilha leve e treino de base, Speedgoat 7 para prova técnica e ultra.









