O Garmin Forerunner 165 pesa 39 g, tem tela AMOLED de 1,2 polegada, bateria de até 11 dias no modo smartwatch e GPS para rastrear pace, distância e frequência cardíaca. Custa em torno de R$ 1.900 na versão básica. Para quem está começando a correr com seriedade e quer um relógio que entregue dados reais de treino sem gastar o que custa um Fenix, ele é hoje a opção mais completa da faixa.
Este review é baseado em análise de especificações técnicas, relatos de corredores e fontes especializadas. Não testamos este produto fisicamente. Quando isso mudar, atualizamos o artigo.
O que é o Garmin Forerunner 165?
A linha Forerunner da Garmin existe há décadas e tem uma lógica simples: relógio feito para corredor, não para quem quer parecer que corre. O 165 é o modelo de entrada da linha atual, lançado em 2024 e que continua em plena forma em 2026 porque a Garmin não cospe produto todo mês.
Ele veio resolver um problema claro: os modelos anteriores de entrada tinham tela ruim. O 165 chegou com AMOLED e mudou a conta. Tela grande, brilhante, legível no sol. E manteve o preço abaixo dos R$ 2.000 na versão sem música.
Existe também a versão 165 Music, com 4 GB de armazenamento e sincronização de playlists offline do Spotify, Deezer e Amazon Music. Custa cerca de R$ 300 a R$ 400 a mais. Se você corre sem celular e precisa de música, vale. Se não, a versão básica resolve.
Ficha técnica do Garmin Forerunner 165
| Especificação | Dados |
|---|---|
| Tela | AMOLED 1,2″ (30,4 mm), 390 x 390 px |
| Peso | 39 g |
| Dimensões | 43 x 43 x 11,6 mm |
| Bateria (smartwatch) | Até 11 dias |
| Bateria (GPS ativo) | Até 19 horas |
| GPS | Sim (GPS + GLONASS + Galileo) |
| Monitor cardíaco | Garmin Elevate v4 |
| Resistência à água | 5 ATM (50 m) |
| Pulseira | Silicone, liberação rápida 20 mm |
| Versão com música | Sim (4 GB, versão 165 Music) |
| Preço (versão básica) | A partir de R$ 1.899 (Amazon) |
| Preço (versão Music) | A partir de R$ 2.199 (Amazon) |
Como funciona o GPS do Forerunner 165?
Aqui vale um aviso honesto: o 165 usa GPS de frequência simples, não dupla frequência como o Forerunner 265 ou o Fenix. Na prática, isso significa que em espaço aberto, trilha, parque e estrada a precisão é muito boa, com desvio de 2% a 3% em relação a referências. Em cânions urbanos, com prédios altos dos dois lados da rua, o sinal pode oscilar um pouco mais. Para quem corre em trilha ou parque, o GPS do 165 é mais do que suficiente. Para quem corre no centro de São Paulo ou Rio todos os dias, é um ponto de atenção.
O relógio registra pace, distância, altitude, frequência cardíaca e muito mais. Tudo vai automaticamente para o Garmin Connect, o aplicativo da marca, que é um dos mais completos do mercado para análise de histórico de treino.
O que são os treinos adaptativos e por que importam para quem está começando?
Esse é o recurso que mais diferencia o 165 de um relógio de entrada genérico. A Garmin chama de Exercícios Diários Sugeridos: o relógio analisa seu histórico de treinos, seu estado de recuperação e as provas que você tem marcadas no calendário e propõe o treino do dia.
Não é um plano fixo. É uma sugestão que muda conforme você evolui (ou conforme você não dormiu direito na noite anterior).
Além disso, o relógio tem o Garmin Coach: planos de treino gratuitos desenvolvidos por treinadores especializados para quem quer correr 5 km, 10 km ou meia maratona. Você configura seu objetivo e a data da prova no app, e o relógio distribui os treinos ao longo das semanas. Para o corredor que não tem treinador, é um ponto de partida muito decente.

Métricas de corrida que o Forerunner 165 entrega
O 165 vai bem além de pace e distância. Para quem está começando, boa parte das métricas vai levar algum tempo até fazer sentido. Mas estão lá quando precisar delas.
Métricas principais de corrida: pace em tempo real e por km, distância total, frequência cardíaca, calorias, altitude e altimetria acumulada, tempo em zonas de frequência cardíaca.
Métricas de dinâmica de corrida (com sensor externo HRM opcional): cadência, comprimento de passada, oscilação vertical, tempo de contato com o solo. Sem o sensor externo, o relógio entrega cadência e comprimento de passada pelo acelerômetro de pulso.
VO2 Máx. estimado: o relógio usa frequência cardíaca e pace para estimar seu VO2 Máx. e acompanha a evolução ao longo das semanas. Para iniciante, ver esse número subir é uma das melhores confirmações de que o treino está funcionando.
Status de treino: o relógio classifica seu estado atual entre categorias como “Em forma”, “Mantendo” ou “Em recuperação”, cruzando carga de treino e VO2 Máx. Simples e direto.
Carga de treino: calcula a intensidade acumulada dos últimos 28 dias cruzando frequência cardíaca e VO2 Máx. Ajuda a evitar o erro clássico de treinar demais num mês e quebrar no seguinte.
O Forerunner 165 serve para trail running?
Serve, com uma ressalva. O relógio tem perfil de atividade específico para trail running, registra altimetria acumulada e aguenta bem em trilha com chuva (5 ATM de resistência à água). A bateria de 19 horas em modo GPS dá conta de provas de até distâncias médias. Para uma prova de 28 km a 30 km, sem problema.
Para ultramaratonas longas, acima de 50 km, o tempo começa a apertar dependendo do ritmo. Nesses casos, quem está de olho em provas mais longas pode considerar modelos com bateria maior, como o Forerunner 265 ou o Fenix. Mas para a maioria das provas que um corredor iniciante vai encarar nos primeiros anos, o 165 não vai deixar a desejar.
Outra limitação para trail específico: o relógio não tem mapas topográficos. Você vê o rastro da sua rota em tempo real, mas sem mapa de fundo. Para seguir percurso marcado em prova, isso resolve. Para navegar em trilha desconhecida do zero, modelos com mapas (Fenix, Forerunner 955, Epix) são mais indicados.

Monitoramento de saúde além da corrida
O 165 monitora frequência cardíaca 24 horas por dia, oxigenação do sangue (SpO2), níveis de estresse, qualidade do sono e variabilidade da frequência cardíaca (VFC). A VFC é um indicador que, quando monitorado ao longo de semanas, começa a dar sinais claros de quando o corpo está pronto para treinar forte e quando precisa de descanso.
Para o corredor iniciante, esses dados têm um valor que vai além do esporte: é uma maneira de começar a entender o próprio corpo de forma mais objetiva.
O que o Forerunner 165 não tem
Direto, sem rodeio:
Não tem GPS de dupla frequência. Em trilha e espaço aberto, não vai sentir diferença. Em urban canyons, sim.
Não tem sensor Elevate v5. O 165 usa o v4, sem ECG e sem detecção de fibrilação atrial. Para corredor saudável sem histórico cardíaco, irrelevante. Para quem tem indicação médica de monitoramento mais preciso, o 265 ou o Venu 3 são mais indicados.
Não tem mapas topográficos. Rastreia a rota, mas sem mapa de fundo.
Não tem altímetro barométrico. A altitude vem pelo GPS, o que é menos preciso que barômetro. Para saber que subiu 500 m numa trilha, funciona bem o suficiente. Para altimetria muito precisa, é uma limitação.
A versão básica não toca música offline. Só a versão Music.
Forerunner 165 comparado com alternativas próximas
| Relógio | Bateria GPS | GPS | Tela | Preço BR |
|---|---|---|---|---|
| Garmin Forerunner 165 | 19 h | Freq. simples | AMOLED 1,2″ | R$ 1.900 |
| Garmin Forerunner 265 | 20 h | Dupla freq. | AMOLED 1,3″ | R$ 2.800 |
| Polar Pacer | 35 h | Freq. simples | LCD colorida | R$ 1.400 |
| Apple Watch SE | 18 h | Freq. simples | OLED | R$ 2.000 |
| Coros Pace 3 | 38 h GPS | Freq. simples | MIP + toque | R$ 1.600 |
O 165 ganha em tela sobre todos os demais na faixa e perde em bateria para o Polar e o Coros. Para trail de longas distâncias onde a bateria é preocupação real, o Coros Pace 3 tem vantagem. Para uso misto no dia a dia com bom monitoramento de saúde e treinos adaptativos, o 165 entrega mais.

Veredicto: vale a pena para quem está começando?
Vale. O Forerunner 165 é o relógio de entrada que a Garmin deveria ter lançado anos atrás. Tela boa, dados confiáveis de GPS e frequência cardíaca, treinos adaptativos que realmente ajudam quem não tem treinador, e bateria que dura o dia todo com GPS ativo numa prova ou treino longo.
Tem limitação em barro urbano com prédios e não tem mapas, mas para quem está começando a correr trilha, estrada ou os dois, nenhuma dessas ausências vai atrapalhar o treino.
Se o orçamento apertar, vale comparar com o Coros Pace 3, que entrega bateria muito maior por um pouco menos. Se a tela AMOLED e o ecossistema Garmin pesarem na decisão, o 165 fecha com folga.
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Perguntas frequentes sobre o Garmin Forerunner 165
O Garmin Forerunner 165 serve para trail running?
Sim. Tem perfil específico de trail, registra altimetria e aguenta chuva (5 ATM). A bateria de 19 horas em GPS dá conta de provas até cerca de 30 km a 40 km.
Qual a diferença entre o Forerunner 165 e o 165 Music?
A versão Music tem 4 GB de armazenamento interno para playlists offline do Spotify, Deezer e Amazon Music. Custa cerca de R$ 300 a mais. O resto das especificações é idêntico.
O Forerunner 165 tem mapas de trilha?
Não. Ele rastreia a rota em tempo real, mas sem mapa de fundo. Para navegação em trilha desconhecida, modelos com mapas topográficos são mais indicados.
Quanto tempo dura a bateria do Forerunner 165 com GPS ligado?
Até 19 horas em modo GPS contínuo. No modo smartwatch sem GPS ativo, a bateria dura até 11 dias.
O Forerunner 165 é bom para quem não tem treinador?
Sim. O Garmin Coach oferece planos de treino gratuitos de 5 km a meia maratona, e os Exercícios Diários Sugeridos adaptam as sessões com base no seu histórico e recuperação.









