O Garmin Enduro 4 foi anunciado em 6 de outubro de 2026 com até 320 horas de bateria em modo atividade com carga solar, 66 g de peso e preço de US$ 899,99 nos Estados Unidos. A Somos Trail ainda não testou o relógio, e ele não tem preço nem data confirmados no Brasil. Este texto reúne o que a Garmin divulgou e aponta o que só o uso em trilha vai responder.
O que o Garmin Enduro 4 muda em relação ao Enduro 3?
A Garmin destaca quatro frentes: mais memória, novos modos de energia, métricas de resistência e navegação.
- Hardware: 50% mais RAM que o Enduro 3 e 64 GB de armazenamento, o dobro dos 32 GB do modelo anterior.
- Mapas: motor de mapas atualizado, com painéis 30% mais rápidos, mapas roteáveis embutidos e Perspective View, que mostra mais detalhe perto e longe para antecipar o trecho seguinte.
- Treino: metas de treino e pace contínuo ajustados à inclinação, zonas de stamina e curva de stamina.
- Garmin Epic: junta várias atividades de dias, semanas ou meses em uma única história no Garmin Connect.
- Pulseira: nova ComfortFit Fabric Band, de tecido que absorve o suor, com sistema QuickFit.
Quanto dura a bateria do Enduro 4, segundo a Garmin?
São até 320 horas em modo atividade e até 90 dias em modo relógio, nos dois casos com recarga solar. A própria Garmin informa as condições: a conta assume 50.000 lux (sol forte) e, no modo relógio, 3 horas por dia ao ar livre. O número de 320 horas vale com o modo de bateria estendida ativado.
Os novos modos de energia organizam essa escolha. O Max Accuracy liga o rastreamento completo para esforços mais curtos. O Max Battery serve para gravações longas.
A autonomia declarada não mudou em relação ao Enduro 3, que já prometia até 320 horas de GPS com solar e até 90 dias em modo relógio, segundo o the5krunner.

As funções de trilha servem para ultra?
Pela descrição da Garmin, sim, e três delas importam mais para quem corre longo:
- Pace ajustado à inclinação. Em terreno com subida e descida, o pace bruto engana. O relógio passa a mostrar o ritmo corrigido pelo terreno e a usá-lo nas metas de treino.
- Stamina. As zonas mostram como a resistência influencia a atividade em andamento. A curva mostra como ela evolui com o histórico de treino.
- Perspective View. Dá uma visão mais ampla do percurso à frente, o que ajuda em prova com navegação.
A ficha técnica do Enduro 4 listada pelo the5krunner inclui ainda Course Planner (prazos de corte, plano de descanso e postos de apoio), Up Ahead (postos de apoio e pontos de interesse) e NextFork (navegação no mapa). Essas três funções não aparecem no release americano da Garmin, então tratamos como itens da ficha, não do anúncio.
O Enduro 4 é pesado para correr?
Pesa 66 g, segundo a Garmin, que o descreve como um dos mais leves da categoria ultra. O Enduro 3 pesava 63 g, segundo o the5krunner, então o novo modelo ficou 3 g mais pesado. A caixa tem 51 mm, em polímero reforçado com fibra, com bezel de titânio e lente Power Sapphire. É um relógio grande, em tamanho único. Quem tem punho fino precisa experimentar antes de comprar, porque a ficha técnica não responde a essa pergunta.
Quais são as especificações do Enduro 4?
| Item | Dado |
|---|---|
| Tela | MIP de 1,4 polegada, com lente solar |
| Lente | Power Sapphire |
| Bezel | Titânio |
| Caixa | 51 mm, polímero reforçado com fibra |
| Peso | 66 g |
| Armazenamento | 64 GB |
| Resistência à água | 10 ATM |
| Lanterna | LED com luz branca e vermelha |
| Perfis de atividade | Mais de 100 |
| Bateria (atividade) | Até 320 h com solar |
| Bateria (relógio) | Até 90 dias com solar |
Fonte dos dados: release oficial da Garmin, de 6 de outubro de 2026.
Quanto custa o Enduro 4 e quando chega ao Brasil?
Nos Estados Unidos, o preço sugerido é de US$ 899,99, com venda imediata. O Enduro 3 custou US$ 899 no lançamento, então o preço americano ficou praticamente estável.
A Garmin ainda não divulgou data de lançamento nem preço em reais para o Brasil (situação em 11 de outubro de 2026). Atualizaremos esta seção quando houver confirmação.
Para quem é o Enduro 4 e para quem não é?
O Enduro 4 faz sentido para quem passa mais de um dia seguido com o relógio gravando. Com base na ficha técnica, o perfil é este:
Para quem é
- Ultra e provas longas de trail. São até 320 horas de atividade com solar e modos de energia pensados para gravações longas.
- Hiking e travessias de vários dias. O Garmin Epic reúne os dias em uma única atividade, e os 64 GB comportam mapas offline.
- Quem treina em morro e quer metas por esforço. O pace ajustado à inclinação e o pace contínuo corrigem o ritmo conforme o terreno.
- Quem não quer lembrar de carregar o relógio. São até 90 dias em modo relógio com solar, nas condições declaradas pela Garmin.
Para quem não é
- Quem corre provas curtas e treina no asfalto. A bateria é o argumento central do Enduro, e uma autonomia dessa ordem não pesa em rotina de 10 km ou maratona.
- Quem quer tela com cores vivas. A tela é MIP, não AMOLED, escolha que privilegia a bateria e a leitura sob sol.
- Quem tem punho fino. A caixa de 51 mm só existe em tamanho único, e a nova pulseira é feita para punhos de 145 a 220 mm, segundo o the5krunner.
- Quem já tem o Enduro 3. A autonomia declarada é a mesma, o novo pesa 3 g a mais e a ficha do Enduro 4 não lista alguns recursos do anterior, como controle por voz sem as mãos, segundo o the5krunner. O ganho está em memória, mapas, métricas de stamina e pulseira.
- Quem precisa de preço em reais. O Brasil ainda não tem data nem valor.
Enduro 4, Fenix 9 Pro ou outro Garmin: como decidir?
Comece pela duração da prova ou do projeto, não pelo relógio. Se as suas saídas passam de um dia de esforço contínuo, a bateria de até 320 horas com solar é o argumento central do Enduro. Se não passam, o ganho de bateria pesa pouco.
Na linha Fenix, o Fenix 9 Pro Solar de 51 mm, versão mais comparável, custou US$ 1.199,99 no lançamento, US$ 300 a mais que o Enduro 4, segundo o the5krunner. A mesma fonte mostra que o pace contínuo ajustado à inclinação consta na ficha do Enduro 4 e não na do Fenix 9 Pro, que lista apenas o pace ajustado.
Para comparar com um relógio que já cobrimos, veja Garmin Forerunner 570 vs 970: qual relógio é o seu? e Garmin Forerunner 165: tela AMOLED, GPS e treinos adaptativos por cerca de R$ 1.900
O que ainda precisa ser testado antes de comprar?
Os números acima são da Garmin, em condições declaradas. Quatro pontos só aparecem com uso real:
- Bateria em trilha com mata fechada. O cálculo da Garmin parte de 50.000 lux. Corredor que passa horas sob copa de árvore recebe menos sol, e a autonomia real pode ficar abaixo do anunciado. Isso é uma hipótese a testar, não um dado.
- Precisão do GPS no modo Max Battery, que economiza energia e pode custar exatidão.
- Conforto da pulseira de tecido em prova longa, com suor e calor.
- Funções de trilha (Perspective View, pace ajustado) em percurso real.
Assim que tivermos uma unidade, este texto vira review completo.
Perguntas frequentes
Quais são os modos de bateria do Enduro 4?
A Garmin cita presets de energia, entre eles Max Accuracy, para esforços curtos com recursos completos, e Max Battery, para gravações longas de até 320 horas com solar.
A tela do Enduro 4 é AMOLED?
Não. A tela é MIP de 1,4 polegada, com lente solar, segundo a Garmin.
O Enduro 4 serve para trilha de vários dias?
A Garmin o posiciona para trail runners, mochileiros e atletas de resistência, com o recurso Garmin Epic para reunir atividades de vários dias.
O Enduro 4 já está à venda no Brasil?
Ainda não. A Garmin não divulgou data de lançamento nem preço para o Brasil até 11 de outubro de 2026.
Fontes: release oficial da Garmin (6 de outubro de 2026); the5krunner (fichas técnicas do Enduro 3, Enduro 4 e Fenix 9 Pro); Tech Advisor (preço do Enduro 4 nos EUA).

Bruno Valente é português radicado no Rio de Janeiro e corredor de montanha há mais de 5 anos. Com mais de 50 provas no currículo, fundou o Somos Trail para transformar sua vivência prática no esporte em informação útil e acessível. Atualmente, é o diretor editorial responsável por garantir a precisão de todo o conteúdo publicado no portal.








